Meio Ambiente

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Reconhecendo a arte como a expressão do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades do ser humano. Nesta edição, destacamos o talento de um artista que desenvolve diferentes trabalhos de arte entre eles o artesanato de madeira, palha, tala, cipó e de outros recursos naturais, também compõe músicas e poesias. Uma diversidade de talentos que valoriza a nossa cultura.

Como podemos perceber, a arte está dentro de nós, pois somos inteligentes, capazes, criativos e a mãe natureza nos inspira e oferece todo o material que precisamos. Para conhecer melhor esse trabalho, vamos acompanhar a entrevista com o Senhor Enaldo Colares, 45 anos, comunitário de Vista Alegre, tesoureiro do Conselho Escolar da Escola Santa Luzia.

JAV: Que motivação você recebeu para o desenvolvimento dessa diversificação de habilidades?

ENALDO: Nunca recebi incentivo, tanto na parte da orientação de técnicas quanto de comercialização, aprendi a fabricar os artesanatos por vontade própria e curiosidade.

JAV: De que forma esse trabalho influencia na sua vida diária?

ENALDO: De forma prazerosa, faço esses trabalhos para mostrar que é de grande importância a produção desses objetos que os nossos antepassados também usavam no seu cotidiano, como na fabricação de farinha, das embarcações e na realização de festas.

JAV: Diante da indução ao consumismo industrial, você acha que o trabalho artesanal ainda é valorizado? Por quê?

ENALDO: Sim, Porque o produto industrializado mesmo com o consumo elevado, não tem durabilidade é descartável,  frágil e em parte são poluentes. Já a arte feita manualmente, dependendo da matéria-prima utilizada, é mas durável e tem acabamento aperfeiçoado tornando-a valorizada.

Repórter: Adriana Fernandes da Silva

Jornal Arte Vida/ed. Fev

Com a intensificação das chuvas, as nossas comunidades tornam-se alvo de acidentes provocados por animais peçonhentos, principalmente as cobras. Outra preocupação é quanto à eliminação do mosquito da dengue que aparece com maior frequência, nessa época.

Nesse sentido, acompanhe as dicas de cuidados que precisam ser redobrados.

Todo cuidado é pouco, evite acidentes com cobras:

  • Use calça comprida, sapatos ou botas ao entrar na floresta.

  • Evite entrar na floresta à noite, sem lanterna para iluminar o caminho.

  • Se possível use luvas de couro quando capinar os roçados.

Atenção!!! A única maneira de combater a dengue é acabar com o mosquito da dengue nos lugares onde ele se cria. Então, não deixe ele se criar:

  • Limpe todo dia e tampe potes, panelas.

  • Mantenha tampados tanques, caixas d’água, caixas de descarga.

  • Não deixe água parada em baldes, vasos, bacias.

  • Ponha garrafas e vasilhas emborcadas.

  • Fure as latas e jogue no lixo.

  • Livre-se dos pneus velhos ou jogue a água e guarde em lugar coberto.

  • Lave os bebedouros de aves e outros animais com escova ou bucha e troque a água uma vez por semana.

Cuidado! Se a água ficar parada, sua vida também pode parar.

Repórter: Rosivethe Castro Fernandes.

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Como os remédios caseiros são muitos valorizados nas comunidades, aqui na aldeia Muratuba, esse costume de usar as plantas medicinais, na maioria dos casos de enfermidades, tem sido a primeira opção de prevenção e tratamento.

As razões mais comuns, pelas quais o povo utiliza com grande frequência, os remédios caseiros, são visíveis, pois, além de serem fáceis de fazer, não leva muito tempo, não são comprados porque é bem difícil ir a uma residência em que no seu quintal não tenha alguma planta medicinal e o mais interessante é que causa o efeito esperado. Nessa edição temos como exemplo a Márvua Rosa também conhecida como: folha grossa, ela é uma planta medicinal utilizada na produção um xarope indicado para o alívio da gripe e da tosse.

Aqui vai a dica para você que gosta e acredita na força poderosa dos remédios naturais.

Ingredientes:

Um litro e meio de água;

30 folhas de Márvua Rosa;

5 colheres de chá de açúcar;

Modo de preparo:

Em uma panela, coloque a água e as folhas de Márvua Rosa para ferver. Após meia hora, retire as folhas, coloque-as em outra vasilha e amasse até sair todo o sumo, em seguida acrescente as 5 colheres de açúcar e leve novamente ao fogo. Quando você perceber que o líquido já está grosso, retire do fogo, deixe esfriar e depois coloque o xarope em um vidro.

Tome durante o dia 3 colheres do xarope.

Repórter: Adriana Fernandes da Silva

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Com a grande dificuldade de saúde que enfrentamos em nossa região, está prevista ficar mais complicada, devido a saída do navio Hospital Abaré. Como todos nós sabemos que o Abaré através da Prefeitura Municipal de Santarém, teve a intenção de amenizar o problema de saúde do povo ribeirinho que melhorou muito, embora a sua visita fosse somente de dois em dois meses.

Sem essa assistência de saúde do povo ribeirinho sente-se prejudicado, por isso o jornal Arte Vida, teve entrevistando alguns moradores de Muratuba para falar sobre o assunto.

JAV: Que falta o navio Hospital Abaré irá fazer para você, em relação ao cuidado com a saúde?

“Para mim a saída do navio Abaré é de muita tristeza, pois já estávamos acostumado com as visitas em nossa comunidade. Assim facilitava as orientações sobre saúde para minha e outras famílias que precisavam do atendimento hospitalar”.

Marilene Guedes Fernandes.

“Vai fazer falta para minha saúde e também dos moradores da região, vamos sentir dificuldades com a saída do Abaré, que vem cuidando da saúde da população ribeirinha”.

Paulina Gabriel dos Santos.

“Com a relação a saúde da população vai ser difícil, pois precisamos desse atendimento, a ausência do Abaré irá prejudicar muitas pessoas, devido as condições de chegar até a cidade. A visita bimestral do Abaré, facilitava muito para o povo ribeirinho”.

Rosilene Fernandes da Silva.

Reportér: Solivan Silva

Visando a prevenção de várias doenças causadas pelo lixo, assim como a proteção do meio ambiente, os alunos e professores do ensino médio modular de Muratuba, realizaram nesta sexta-feira, dia 23 de setembro, um grande mutirão de limpeza nas praias, estradas e quintais das famílias muratubenses.

Segundo Inádia Almeida, aluna do 1º ano do ensino médio, os resultados obtidos com a caminhada foram vários, “Primeiramente os incentivos através dos professores e depois o desenvolvimento de atividades escolares relacionadas ao lixo, como a sua coleta, de acordo com o contexto dado em sala de aula. E o mais importante foi deixar a frente de nossa comunidade limpa, não somente a frente mas também estradas e praias onde alunos e professores passaram coletando o lixo. Esperamos que não seja somente essa caminhada, mas que ela sirva de incentivo para que possam vir muitas outras”.

Portanto amigo leitor, vamos ajudar a preservar o meio ambiente, começando pela nossa casa onde reside a maior parte do lixo e também nos meios públicos onde toda comunidade se reune, e que você procure entender melhor as consequências que o acúmulo de lixo nos traz. Além disso, ver a necessidade que se tem de preservar o meio ambiente e com isso termos o mais importante, a saúde.

No último dia 25 de Fevereiro, estiveram presente na comunidade de Muratuba representantes da saúde do barco Abaré, reunindo com a comissão local de saúde. Preocupada com a saúde e o meio ambiente, a comunidade através de uma organização conhecida como CLIS (Comissão Local Integrada de Saúde), vem desenvolvendo vários trabalhos voltados ao assunto.

Para sabermos mais, entrevistamos Edcleise da Silva, Técnica em Emfermagem/Arte Educadora do núcleo Saúde Comunitária.

Arte vida. O que significa CLIS?

Edicleise da Silva. Comissão Local Integrada de Saúde.

A.V. Qual objetivo da CLIS na comunidade?

A.S. O objetivo é concretizar e reivindicar os direitos do cidadão,por que é um dos melhores meios que a comunidade tem para informar aos sistemas de saúde, sobre as necessidades e os problemas que existem na comunidade.

A.V. Como você avalia a ação da CLIS na comunidade de Muratuba?

E.S – O Grupo da CLIS de Muratuba, está fazendo um bom trabalho, educando os comunitários com a questão do lixo, sabemos que o lixo é o principal meio de contaminação para a saúde.

Repórter: Elivaldo de Oliveira dos Santos

Jornal Arte Vida, 1ª ed.

Comunidade de Muratuba

Nesta quinta-feira 17 de setembro a comunidade escolar de muratuba esteve realizando mais um trabalho geral de limpeza e ornamentação do centro comunitário, visando uma boa recepção para as comunidades índigenas e a caravana arte na escola, que estarão na comunidade neste final de semana.

O grupo de jovens à frente dos trabalhos comunitários da comunidade de muratuba, reúne nesta manhã de quinta-feira todo o povo da comunidade para realizar mais uma atividade denominado limpeza das estradas. Cerca de 60 pessoas, entre jovens e adultos, estão trabalhando para manter o ambiente limpo para que nossos visitantes possam usurfruir da beleza que é a comunidade de Muratuba.

O problema da poluição ambiental não começou ontem. O homem produz dejetos e lixo há mais de 10 mil anos. Acontece que a situação passou a ficar muito pior a partir da Revolução Industrial.E o problema não é só poluição. Ao falar de Meio Ambiente temos que levar em conta questões sociais, culturais, éticas e políticas. É preciso dialogar sobre o nosso atual modelo de sociedade, de civilização e de desenvolvimento. Acredita-se que somente a informação ambiental não é suficiente, que o vínculo afetivo entre pessoa e ambiente também precisa ser trabalhado para que o processo de transformação dessa relação seja realmente completo e permanente.Para muita gente o assunto soa distante, como se a atitude de uma única pessoa não tivesse nada a ver com as catástrofes naturais. Mas o que você faz no seu dia- a-dia pode sim causar muitos estragos.Existem ações cotidianas, concretas e voluntárias de consumo consciente que permitem a contribuição de qualquer pessoa para apreservação do meio ambiente e para a melhoria da qualidade de vida de todos. Tem muita coisa simples que pode ser feita para colaborar com a conservação ambiental. Por exemplo: evitar o plástico usando sacolas de pano para carregar as compras, fechar a torneira enquanto estiver escovando os dentes, resistir aos apelos da moda e sempre que possível, rejeitar tudo o que for descartável.
A situação é grave. Exige atitudes pessoais. Um primeiro passo é perceber qual o impacto ambiental dos nossos hábitos?

Para se situar, Muratuba, fica à margem esquerda do rio Tapajós, com 25 metros acima do nível do rio. Apesar de ser terra firme, a comunidade está sentindo os impactos causados pela grande enchente. A escadaria do porto principal, está ameaçada de interdição, pois parte de sua lateral já desabou e, para as lideranças esta situação é preocupante, devido este ser o único porto que está sendo utilizado para o trajeto  das pessoas que viajam e chegam à comunidade, já que as escadas dos portos dos comunitários foram destruídas pela força da água que derrubou as barreiras na margem do rio.

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