Articles by Rosivethe Fernandes

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Diante de tantos desafios que a comunidade de Muratuba tem enfrentado, desta vez estamos começando a superar mais um deles. É isso mesmo, depois de tanta luta e tanta espera, hoje foram entregues as primeiras casas construídas com o recurso do Projeto Crédito Habitação. Para a Associação ASMOCOM, é um passo muito importante e positivo, porque dentro do município, é a primeira comunidade que se uniu e tomou para si essa responsabilidade. E com isso, é capaz de mostrar para as outras comunidades, que é possível administrar esse projeto. Segundo o representante do INCRA, o que era considerado um problema tornou-se agora um exemplo para outras comunidades,que estão esperando pelos construtores, uma vez que Muratuba, está trabalhando somente com o complemento do referido projeto. Para as famílias que já receberam sua casa, é um motivo de grande alegria, pois o sonho de ter uma casa mais confortável e com maior segurança, hoje está se tornando realidade, elas acreditam que vale apena lutar e confiar na força da organização comunitária.

É isso mesmo, Muratuba decidiu unificar as coordenações de grupo de jovens, telecentro e rádio comunitária. Para isso,foi formada e eleita uma coordenação geral que juntamente com o grupo de apoio estarão buscando a melhor forma de conduzir essa organização.Essa coordenação, é composta por 3 jovens e 1 professora e o grupo de apoio é formado por representantes da Associação comunitária ASMOCOM, escola Santa Luzia e catequese. Dentre as metas a serem executadas, está a realização de eventos visando arrecadar recurso financeiro para garantir a reposição de materiais que foram usados na estrutura do prédio do telecentro comunitário, a mobilização para o 6º aniversário da Rádio Raio de Sol, além de outras atividades. Os desafios são inúmeros, mas a vontade de superá-los é bem maior.

O problema da poluição ambiental não começou ontem. O homem produz dejetos e lixo há mais de 10 mil anos. Acontece que a situação passou a ficar muito pior a partir da Revolução Industrial.E o problema não é só poluição. Ao falar de Meio Ambiente temos que levar em conta questões sociais, culturais, éticas e políticas. É preciso dialogar sobre o nosso atual modelo de sociedade, de civilização e de desenvolvimento. Acredita-se que somente a informação ambiental não é suficiente, que o vínculo afetivo entre pessoa e ambiente também precisa ser trabalhado para que o processo de transformação dessa relação seja realmente completo e permanente.Para muita gente o assunto soa distante, como se a atitude de uma única pessoa não tivesse nada a ver com as catástrofes naturais. Mas o que você faz no seu dia- a-dia pode sim causar muitos estragos.Existem ações cotidianas, concretas e voluntárias de consumo consciente que permitem a contribuição de qualquer pessoa para apreservação do meio ambiente e para a melhoria da qualidade de vida de todos. Tem muita coisa simples que pode ser feita para colaborar com a conservação ambiental. Por exemplo: evitar o plástico usando sacolas de pano para carregar as compras, fechar a torneira enquanto estiver escovando os dentes, resistir aos apelos da moda e sempre que possível, rejeitar tudo o que for descartável.
A situação é grave. Exige atitudes pessoais. Um primeiro passo é perceber qual o impacto ambiental dos nossos hábitos?

Para se situar, Muratuba, fica à margem esquerda do rio Tapajós, com 25 metros acima do nível do rio. Apesar de ser terra firme, a comunidade está sentindo os impactos causados pela grande enchente. A escadaria do porto principal, está ameaçada de interdição, pois parte de sua lateral já desabou e, para as lideranças esta situação é preocupante, devido este ser o único porto que está sendo utilizado para o trajeto  das pessoas que viajam e chegam à comunidade, já que as escadas dos portos dos comunitários foram destruídas pela força da água que derrubou as barreiras na margem do rio.

Lideranças de Muratuba  decidiram aderir  mais um desafio, e desta vez, é pra fortalecer  a  rede  de proteção do ECA. Agora,  temos uma   equipe bem numerosa  e  que  está com  disposição  para  levar  em frente sua  proposta de trabalho.Veja  quem  está  balançando essa  rede:  Associação  comunitária  ASMOCOM, Escola Santa  Luzia,  equipe de  catequese,  grupo de jovens  JOBESP, Movimento indígena, Conselho Local Integrado de  Saúde-CLIS,  Agente comunitário  de  saúde, jornal Arte Vida, Conselho Gestor do Telecentro  e a  rádio comunitária  Raio de Sol.Você também  é convidado. Junte-se  a nós  em  defesa  das  nossas  crianças e adolescentes.

A comunidade escolar de Muratuba está empenhada nos preparativos para a programação do próximo dia 19. Durante o evento diversas atividades culturais serão apresentadas, como: ritual, danças, poesias, exposição de cartazes e de materiais produzidos pelos alunos, vídeos, palestras, comidas e bebidas típicas. Isso tudo é resultado de mais um desafio superado e, que retrata o quanto Muratuba continua firme no seu propósito de assumir-se como comunidade indígena.

A coordenação da Educação Indígena da SEMED, composta por Iara Ferreira, Elaine Ribeiro dos Santos e Zildenice, esteve reunida com a comunidade escolar de Muratuba nesse dia 8 de abril.E com o objetivo de traçar uma proposta pedagógica para as escolas indígenas, a equipe fez um diagnóstico com as famílias da comunidade, buscando informações sobre a realidade escolar, quanto ao ensino aprendizagem dos alunos, o trabalho dos professores e como a cultura local está sendo aplicada em sala de aula.

No último dia 13 de março, o povo muratubense teve a honra em receber pela primeira vez a visita do coordenador geral do Projeto Saúde e Alegria, Eugênio Scannavino Netto, que esteve acompanhando os trabalhos realizados pela equipe de saúde do Navio Abaré. Na oportunidade, ele prestou entrevista aos repórteres do jornal Arte Vida e também participou de um programa na rádio Raio de Sol. Em sua companhia esteve o representante do Ministério da Saúde, senhor Guilherme. Segundo Scannavino, ele só sabia lá de longe que Muratuba é quem mais se destaca em mobilização porém, chegou a oportunidade de conhecer a comunidade e, de fato, concluiu que temos um potencial organizativo muito bom para continuar evoluindo. Durante seu comentário na rádio comunitária, propôs a indicação de Muratuba para receber a visita de autoridades que desejem conhecer o trabalho do PSA nas comunidades. Nós comunitários de Muratuba, sentimo-nos agradecidos e motivados; não somente pela presença do coordenador do PSA, mas também, pelo reconhecimento do trabalho que juntos estamos construindo.